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como você lida com críticas?

Aug 14, 2022
2 min read

quando vejo um filme baseado em fatos reais vou logo ler para saber qual parte é real e qual não é. quando vejo filmes muito bons vou ler sobre eles, sobre a inspiração da equipe (roteiro, direção, fotografia), histórias da produção, comentários dos atores. e, claro, me deparo com as críticas.


você já parou para pensar no trabalho que dá para produzir algo? seja um risoto ou um filme de 3h de duração. é trabalho, existe dedicação, preparo, esforço, criação. precisa de coragem para colocar sua voz no mundo, de força para materializar a sua voz. precisa de gente, de dinheiro, de tempo. precisa de, sobretudo, vida.


mas muitas das críticas que se encontra facilmente na internet é: gostei, não gostei, aquele personagem não deveria ter morrido ou aquela cena foi desnecessária. vamos combinar: cortar uma cena ou outra depois de um filme inteiro pronto não é exatamente o que podemos chamar de difícil.


outro dia vi um filme com uma trama ancestral extremamente forte e delicada (nunca deixe de lembrar, netflix) e uma das críticas que li era, justamente, sobre a “chatice” dessa parte - o crítico em questão “achou” que deveria focar mais na “arte”, segundo a visão obtusa dele, a parte essencial do filme.


mas nem tive vontade de lhe escrever explicando que a arte não precisa sempre falar de si mesma, que um artista (por ser um ser humano) é impactado pela sua biografia, bem como pela história dos seus ancestrais.


segui lendo as críticas desse filme e elas me fizeram pensar que é muito mais fácil falar do que fazer.

é muito mais fácil criticar do que elogiar.

é muito mais fácil refutar o que não conhece do que se abrir para conhecer.

é muito mais fácil deixar o cérebro reproduzir o que já viu do que se permitir ser transpassado por outras ideias.


é mais difícil produzir, é mais difícil se expor, é mais difícil elogiar. mas é mais vivo.


decidi que prefiro seguir sendo trabalhando, mesmo sendo criticada - afinal, a crítica fala mais de quem escrever do que quem a recebeu.

e você, como lida com as críticas feitas/ recebidas?

um grande abraço, Carol.



 
 
 

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Um pouco sobre mim:

Carolina Lôbo Rego

Carolina construiu sua trajetória a partir do estudo da linguagem, da memória e do comportamento humano — fundamentos que hoje sustentam sua prática clínica.

 

É graduada em Letras Vernáculas e em Jornalismo, com Mestrado e Doutorado em Comunicação e Semiótica, onde pesquisou os processos de construção da memória e suas implicações na experiência humana. Sua formação acadêmica oferece base teórica sólida para a compreensão das narrativas que estruturam a vida psíquica e relacional.

 

Na atuação terapêutica, desenvolve um trabalho orientado por uma visão sistêmica do ser humano, integrando corpo, emoções, história pessoal e herança familiar como dimensões inseparáveis.

 

Sua formação clínica inclui Psicoterapia de orientação Junguiana, Psicogenealogia, Constelação Familiar, estudos das Leis Biológicas e da Ciência do Início da Vida, além de práticas integrativas como Florais, Aromaterapia, Respiração Consciente (Renascimento) e Meditação.

 

Seu trabalho parte de um princípio simples e profundo: sintomas, conflitos e padrões repetitivos carregam sentido. Ao investigar as histórias — da vida, da família e do corpo — torna-se possível elaborar experiências não integradas e favorecer novos modos de posicionamento diante da própria trajetória tornando sua vida mais leve.

 

Carolina conduz seus processos com escuta atenta, rigor conceitual e respeito pelo tempo singular de cada pessoa.

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